ACM Neto reafirma que não cederá a pressões pela reabertura do comércio em Salvador

Foto: Paula Fróes/GOVBA

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), voltou a afirmar que não cederá a pressões dos setores que querem a reabertura das atividades econômicas em meio à pandemia do novo coronavírus. Segundo o gestor, enquanto os indicadores sanitários não apontarem para um decréscimo no número de casos, óbitos e internações decorrentes da Covid-19, essa retomada ficará inviabilizada.

“Eu estou acostumado a lidar com pressão. Ontem eu disse, e quero repetir hoje: tenho 41 anos de vida, mas, de certa forma, já tenho 41 anos de política. Já passei por muitas situações. É claro que essa é a mais desafiadora, tenho certeza que também para o governador, somos aqui de uma geração próxima”, declarou na manhã de ontem quinta-feira (2), no bairro da Lapinha, onde participou de ato simbólico em celebração à Independência da Bahia.

De acordo com o prefeito, todas as decisões continuarão a se tomadas com bases técnicas e pautadas no diálogo com os diversos segmentos da sociedade.

“Eu informei a vocês, no começo da semana que nós estamos num processo de diálogo diário com o governo do Estado, não só com o governador, mas como toda a equipe, exatamente fazendo um grande esforço para desenharmos um plano comum de retomada das atividades. Qual é a base fundamental das nossas decisões? Impedir que haja um colapso no sistema de saúde na cidade de Salvador. Todas as decisões que nós tomamos do dia 13 de março pra cá, quando editamos o primeiro decreto municipal, todas elas, foram exatamente nesse mesmo sentido: evitar que haja um colapso no sistema de saúde de Salvador”, reafirmou ACM Neto.

“Eu tenho certeza que nenhum de nós vai desviar desse foco, porque o que pode haver de pior, de mais grave em Salvador, é se multiplicar o número de pessoas precisando de internamento hospitalar, batendo na porta de uma UPA, procurando a emergência de um hospital. E encontrando essa porta fechada pela falta de leitos. Aí vai acontecer em Salvador o que aconteceu em muitas outras cidades do Brasil e do mundo, inclusive em países muito rico desse planeta: que é mais doentes do que leito para atender as pessoas”, acrescentou.
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