Câmara rejeita pedido da defesa e Ronaldinho segue preso no Paraguai



São Paulo, SP, 11 (AFI) - Não vai ser hoje que Ronaldinho Gaúcho deixará o Paraguai. Ele teve o recurso negado pela Quarta Câmara do Tribunal de Recursos na última sexta-feira, impedindo assim uma liberação antecipada dele e do irmão Assis, presos por documentação falsa no país vizinho.

A decisão confirma o que vinha sendo decretado anteriormente. Em março, a juíza Clara Ruíz Díaz decretou que os irmãos continuariam presos. Na ocasião, o promotor Osmar Legal, que pediu a prisão preventiva, afirmou que havia 'risco de fuga' e 'que o Brasil não extradita seus cidadãos'.
A Câmara rechaçou facilmente o pedido de defesa, até por considerar inadmissível a reversão da prisão para regime domiciliar, já que os irmãos estão confinados em um hotel de luxo.
PRISÃO
Ronaldinho Gaúcho e o irmão Assis foram presos, em Assunção, no Paraguai. A ação no hotel Sheraton foi realizada por ordem de Milko Valinotti, juiz criminal de Garantias, a pedido da Procuradoria-Geral. A atitude foi tomada para evitar que os dois possam sair do país depois da decisão de que ambos continuarão sendo investigados por usar documentos falsos.
O ex-jogador e o irmão foram encaminhados para o Agrupamento Especializado, em Assunção, para aguardar o andamento do processo. "A ordem de detenção foi cumprida", afirmou Gilberto Fleitas, chefe da unidade de investigações da polícia paraguaia. A prisão contou ainda com participação de Osmar Legal, fiscal da unidade de lavagem de dinheiro do Paraguai.
O juiz Milko Valinotti havia rejeitado o pedido apresentado pelo Ministério Público para livrar os irmãos, que não estariam diretamente envolvidos no caso. Os promotores Federico Delfino e Alicia Sapriza, encarregados de investigar o uso de documentos de conteúdo falso, solicitaram uma saída processual de Ronaldinho e Assis.

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